Garota It

Por Geovanna Domingos

quarta-feira, 27 de março de 2019

Metamorfose


Eu sou sentimento, amor, confusão, paz, serenidade e ansiedade. Tudo misturado. Tenho os meus momentos de mocinha e as vezes faço o papel da vilã. Eu vivo com toda a certeza de que eu não sei absolutamente de nada. Eu demorei para perceber todo esse caos que sou, demorei para amar esse meu lado completamente bagunçado, fora do compasso e nem um pouco ritmado. 
Tudo bem pintar fora da linha as vezes, esquecer de fechar a porta quando entrar ou sair de uma sala, deixar de lado a base e o rímel e sair na rua maquiada com apenas o seu sorriso. 
Tentei ser fria como você, devolver na mesma moeda todos os sentimentos que me causou. Mas eu não sou assim. Meu coração não permite que a frieza chegue em nossa relação.
Sou fogo, queimo, ardo e faço você querer se aproximar cada vez mais. Mas, você com o seu gelo, tenta me apagar mais a cada dia que passa, porém, para minha sorte, eu descobri que fogo pode ser mais forte do que gelo.
Desculpe pela bagunça no meu coração, eu sempre esqueço de arrumá-lo para receber visitas, especialmente para aquelas que chegam sem avisar. Mas, pensando bem, eu amo a bagunça que eu sou, amo a bagunça de sentimentos que tem dentro de mim, senão não seria eu.
A melhor coisa é a liberdade, tinha me esquecido que ela pertencia a mim. Acho que a deixei debaixo de todos os relacionamentos errados que tive nos últimos anos, acabei esquecendo de pegá-la quando eles foram embora. Sempre faço isso.
Cadê aquele short jeans que eu amo e ele não me deixava usar? Ah, sim! Está aqui, junto com as minhas opiniões sobre as minhas próprias roupas, que por sinal, são lindas, acho que vou usá-las hoje a noite.
Perdão, mas você não ai encontrar uma organização dentro de mim, ou uma pessoa que não tenha pensamentos próprios. Você vai encontrar uma menina, mulher, perdida, confusa, estranha, bonita, engraçada, inteligente e que muda constantemente de opinião, e que adora ser livre para ser tudo isso.
Agora eu me olho no espelho e não enxergo as suas ideias e opiniões. Eu voltei a me enxergar. É a melhor coisa do mundo inteiro. São as minhas roupas, os meus batons, as minhas vontades e os meus planos para ganhar o mundo, que eu sei que posso realizar, só depende de mim.
Ter esse controle de volta é maravilhoso. Eu não estou sozinha, tenho pessoas na minha vida, que entendem que o protagonismo da minha história, pertence somente a mim. Elas me deixam livre e sabem que isso é a minha felicidade. Deve ser coisa de aquariana ou de uma mulher que está descobrindo como a independência é boa, eu só sei que a felicidade chegou, na verdade, ela sempre esteve dentro de mim, eu só passei por uma metamorfose... Passei não, eu sou uma metamorfose.


terça-feira, 26 de março de 2019

Protagonista

Eu estou há uns bons minutos me olhando no espelho. Tentando enxergar quem é essa pessoa que está me encarando de volta. Como ela chegou até aqui? O que passou? Quais são as suas histórias e aprendizagens? 
Foi estranho, pois eu estava tentando me encontrar há semanas! Revirei todo o meu guarda roupa, olhei debaixo da cama, dentro das minhas bolsas de maquiagem e até no pé direito da minha bota nova, mas eu não estava lá. 
Parecia que eu estava fugindo de mim mesma, como se estivesse com medo de encarar os sentimentos e verdades que aquele reflexo no espelho estava tentando me mostrar. Apagada. Era assim que eu estava. No automático, como se alguém estivesse apertando alguns botões na minha cabeça, e eu fizesse os comandos. 
"Bom dia"
"Bom dia"
"Tudo bem?"
"Tudo, e com você?"
"Tudo"
A gente se perdeu. Nos perdemos no silêncio que abita nas nossas conversas. Eu me perdi no seu jeito frio e completamente indiferente comigo. Deixe as várias versões de mim, que eu realmente gostava, para trás, esquecidas e enterradas. De novo, eu me esqueci de me colocar em primeiro lugar. Por que eu sempre faço isso?  Mas não posso evitar, o que a gente teve foi muito bom para deixar passar, mas o preço que eu paguei foi alto demais, estou com vontade de mim. 
Dói, machuca, só de imaginar que você não faz parte mais da minha vida me faz querer gritar, chorar, sair correndo e fugir para bem longe, empurrar para bem fundo a sensação de que já passamos da data de validade. Mas isso não é justo comigo.
Eu parei de encarar o espelho e fui para o chuveiro, tentar tirar você de mim, mas não consegui, parece que passamos tanto tempo juntos, que viramos um só. E esse foi o meu maior erro. Eu deixei você ser protagonista junto comigo na minha vida, não me leve a mal, mas esse papel é só meu. As falas, pensamentos e história, são só meus... Eu sou a diretora, roteirista, figurinista e protagonista do meu próprio filme. Você não tem o direito de chegar e mudar tudo, como se tivesse comprado os direitos autorais da minha história, eles são só meus. 
Então, se para voltar a ser protagonista e ter o controle da minha vida de volta, é necessário que você vá embora, adeus.

segunda-feira, 25 de março de 2019

(Sem) Aviso de despejo

Eu preciso pedir desculpas.
Desculpas para eu mesma.
Você me deixou ir, apenas abriu os braços e me deixou escapar, fui escorregando lentamente, até não sobrar mais nada de mim entre os seus dedos. É como se eu simplesmente esquecesse de como é ser dona de mim, das minhas vontades, dos meus gostos, dos meus prazeres e das minhas opiniões. No final da história, a bruxa acabou sendo eu mesma. A cobra. A falsa. A megera. Eu acho que me concentrei tanto em fazer com que todo mundo gostasse de mim, que acabei deixando a minha própria opinião, sobre eu mesma, de lado. Eu esqueci de fazer com que eu goste mais de mim também.
Guardei dentro do meu peito meus medos, minhas opiniões sobre você, sobre o seu jeito de sempre querer atenção, achar que está sempre certo e que todos a sua volta são os maus da história. Escondi entre os meus sorrisos falsos  de aprovação e mandei a voz que está dentro da minha cabeça calar a boca, quando ela me dizia que você não era meu amigo.
Sou covarde de mais e muito insegura para conseguir te dizer o quão errado eu acho esse seu jeito, de sempre me deixar sem jeito. Você me leva a caminhos e situações em que eu sempre acabo me desculpando e me enrolando. Eu me enrolo nas minhas palavras, nas suas opiniões, na nossa amizade, tão complicada e cheia de nós, nós que nós formamos conforme o tempo foi passando.
Acho que a grande culpada no fim disso tudo sou eu mesma. Deveria ter falado mais. Talvez eu pagaria de louca, mas não me importo mais...
Eu sou poesia, sou palavra, sou sentimento, pensamento, coração, mente... Fria, quente, louca, chata, metida a sabe tudo e também me faço de coitada por não saber de nada. Confusa. É assim que você me deixa. Sinto falta dos nossos momentos, mas logo em seguida, lembro que eles não foram reais. Como posso sentir falta de uma coisa que não foi real?
As cicatrizes nas minhas costas estão aqui para provar que eu senti cada uma das palavras que você falou sobre mim... para outro alguém. Dói, machuca, fere e eu não sei para onde correr. Eu costumava chamar a nossa amizade de casa, mas agora vou ter que me mudar de volta para eu mesma. Você não precisou me despejar, eu que quis sair, o aluguel estava ficando muito caro.
É triste esbarrar com a sua antiga casa na rua e continuar andando, como se ela não significasse mais nada para você. Seguir em frente, fingir que nada daquilo aconteceu.
Esse é o nosso pior erro. Fingir que não fomos machucados e que machucamos também. Tentar esquecer que também fomos casa para alguém, e que o preço do nosso aluguel também subiu... Desconhecidos, estranhos, é o que nós somos agora.
Mas eu comecei esse texto dizendo que precisava pedir desculpas para eu mesma.
Por que?
Eu, que sempre fui contra a censura, acabei fazendo isso comigo mesma. Eu acabei subindo tanto o preço do meu aluguel, que quase acabei sendo despejada também. Nós dois na mesma casa não cabe. É apertado de mais. E se teve uma coisa que eu aprendi nessa amizade, foi que se eu não te colocar para fora, vou acabar na rua.   

domingo, 17 de fevereiro de 2019

Eterna enquanto durou

Amizade. Algo natural que acontece no decorrer da sua vida. Esse posto pode ser ocupado por uma pessoa ou por várias. Ele muda com frequência. Quanto mais a gente cresce, vive, passa por lugares e por pessoas, mais aquela vaga é preenchida, cada vez por mais gente. Porém, ela também fica ali, meio vazia, quase abandonada, tão rápido quanto enche. Claro, a gente pode colocar a culpa na correria do dia a dia. Por que não? Já damos essa desculpa para tanta coisa mesmo, mais uma não vai fazer diferença. Mas a quem queremos enganar? Claro, quando somos crianças algumas coisas contribuem para o fim de uma amizade que durou tantos recreios e hora da história, as vezes é uma simples mudança de onde vamos sentar na sala de aula. Perto da Joana ou da Maria Eduarda? Até coisas mais sérias, como mudar de escola.
Mas quando crescemos,  nossas amizades acabam por outros motivos
... Durante o ensino médio, ter amigos é a melhor coisa que pode acontecer com você, andar seguro com um grupo, ter com quem dividir a cola da prova e passar as tardes assistindo a Malhação na casa da sua melhor amiga. Ter amizade na adolescência significa segurança, você tem com quem desabafar, passar bilhetes escondidos por debaixo da carteira, falar sobre o Dudu, o menino lindo da sala ao lado, conversar sobre inseguranças e medos que seus pais nunca vão entender, só os seus amigos mesmo.
Pronto, amizade linda, pro resto da vida, são seus amigos do peito, irmão camarada. Aquela pessoa que você pode contar mesmo! Aquele papo que depois do ensino médio a galera se separa? Só se for as amizades fracas dos outros, mas as suas são fortíssimas. Aqui é um por todos e todos por um! Dá até gosto de ver. Cada um com o seu jeito. Sim, vocês prometeram manter contato, prometeram se ver todo final de semana. Eu te abandonar por causa da faculdade? Nem pensar! Aqui é terceirão para sempre!
Os dias vão passando, cada um de vocês vai percebendo que não vai ter mais para onde voltar quando as férias acabarem. E agora? Como será a faculdade? Você sente um medo e um frio no estômago que não consegue explicar. Calma! Todos os seus amigos vão fazer faculdade, converse com eles sobre. Iiiiiiiii.... a Julinha não vai fazer faculdade, os pais estão sem grana... Julinha começou a faltar nos encontros da turma, era chato ficar sentada ouvindo todos reclamarem sobre provas e trabalhos de um lugar que ela nem frequentava. Espera! Ainda tem o Lucas, todo preocupado com a saúde, ele com certeza tem alguma dica para te ajudar a relaxar. Eita! O Lucas não vai poder mais vir nos encontros de sexta a noite, estará ocupado no bar, junto com seus novos amigos de veterinária. Tudo bem, liga para a clara, só pra confirmar que ela vai mesmo. Puts, também não vai dar! Clara saiu com o novo namorado. Fica pra próxima. Okay, foi só uma coincidência, com certeza na próxima semana vocês vão se encontrar e compensar todo esse tempo... Mas aí é você quem desmarca. Lembra daquele trabalho que você tinha que fazer sobre literatura? A prova é na segunda. Além disso, tem o estágio que você tem que ir no sábado de manhã. Tudo bem, deixa pra outro dia.
Alguns meses se passam,  você está descansando tomando uma xícara de café, seus pensamentos estão perdidos, vagam para uma época em que tudo costumava ser mais fácil. Você sente um aperto no coração ao lembrar das suas amizades, que para você, não existem mais. A mão passa pelo celular, a vontade de mandar uma mensagem no grupo parado é tentadora. Será que aquele grupo ainda existe? Não só no Whatsapp, mas na  vida real. Seria estranho. Receber uma mensagem de uma desconhecida. Porque é isso o que  vocês são agora. Você vê a vida dos seus (antigos) amigos e não os reconhece. Não só pela aparência, mas pelas atitudes e escolhas, e você começa a se perguntar se também mudou tanto assim. Uma espécie de retrospectiva passa pela sua cabeça. Sim, você também mudou. Um grupo de adolescentes entram na cafeteria, sentam na mesa ao lado da sua. Você segura a sua vontade de se levantar e dizer para eles aproveitarem aquele momento, que transformassem aquelas lembranças em eternas. O seu celular vibra, te trazendo pra realidade da sua corrida vida de adulta. Uma mensagem. Grupo os patetas. "Ei, galera! Quanto tempo! Bora se encontrar?"

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Príncipes encantados não existem

O amor. Uma coisa que eu não acreditava. Algo que as princesas da disney insistiam em colocar na minha cabeça. Eu me achava a esperta entras as minhas amigas. Nunca que um cara iria rodar a cidade atrás de mim para devolver o meu sapato, nem atravessar uma floresta cheia de espinhos, para me despertar com um beijo. Subir em uma torre pelos meus cabelos e me resgatar da bruxa má? Pode esquecer! Eu que me vire!
Era isso o que eu pensava, amor só é amor quando vem acompanhado por um ato heroico, feito por um cara bonitão, montado em um cavalo, branco de preferência, que eu me transformasse na pessoa mais importante da vida dele, aquela que sempre precisava ser salva... Clichês e mais clichês.
Com essa ideia, fica difícil mesmo acreditar que algum dia alguém vá aparecer para a gente. Eu até achei que tinha encontrado o meu amor por aí, mas é claro, eu estava enganada. Enganada não. Enganadéééésima!!! Com muita enfase mesmo. Mas quem nunca se enganou nessa vida não é mesmo? Depois de tantos enganos, encontros e desencontros, de vai ou não vai, tomei a sábia decisão de não criar expectativas. No auge dos meus 18 anos, decidi que eu sabia tudo sobre a vida, que era uma mulher madura e que não precisava do amor dos príncipes para ser feliz. Pode acreditar, isso funcionou por alguns meses, e não foi pouco não, viu? Dancei, bebi, sai com as minhas amigas, beijei alguém, dei meu primeiríssimo PT (não que eu me orgulhe disso, a ressaca do dia seguinte já foi um  baita de um castigo), comecei a faculdade, conheci alguém, não era um príncipe, arrumei um emprego, conheci outra pessoa, passou perto, mas no final apenas comprovou a minha teoria. Vida bem agitada, gosto assim. Reparei que não tinha me apaixonado por ninguém. Em nenhum dos meus términos eu chorei, fiquei triste ou arrependida. Missão completada com sucesso! Parabéns para mim!! #sqn.
Era quase o finalzinho do ano, mais uma festa, mais uma chance de vestir um look bafo e ir arrasar na pista. Eita! Autoestima estava nas nuvens. Olhava no espelho e pensava "Gata". Não se engana não, demorei muito para chegar nesse nível de amor próprio, viu? Mas que ele faz um bem danado pra gente, isso ele faz.
Tá bom, voltando para o que eu estava contando. A festa estava boa, gente boa, comida boa, música boa... Uma delícia! Naquele momento, príncipes encantados, amor verdadeiro e meus erros do passado tinham fugido completamente da minha mente. Só existia a música e eu, e as luzes, e o calor, e aqueles olhos castanhos que estavam me observando. Para tudo! Quem era aquele ser maravilhoso, Brasil?
Minhas mãos começaram a tremer, meu estomago revirava, o suor escorria pela minhas costas, parecia que eu estava pisando em nuvens. O QUE ERA AQUILO QUE EU ESTAVA SENTINDO??? ALGUÉM ME AJUDA.
Tudo aconteceu tão rápido depois. A gente se apresentou. Já rolou beijo ali mesmo! E que beijo bom! Encaixou direitinho. Lentinho. Quente. Fez o meu coração dar uma cambalhota e depois voar até lua, para pousar com tudo de volta no lugar. Eu não sabia o que estava sentindo, eu só sabia que era muito bom, e que eu não queria nunca mais parar de beijar aquela boquinha. E foi nesse dia que eu descobri que desejos se realizam.
Depois eu descobri que aquele lindo par de olhos castanhos, era o amor da minha vida. Sim Brasil! Meu príncipe existe! Passei a ver o amor com outros olhos. Não achava mais brega andar de mãos dadas, nem de dar beijinhos, tá bom, beijões, no escurinho do cinema <3 Depois de muita reflexão (sim, eu separo um tempo no meu banho para fazer isso) percebi que eu sempre estive errada. O amor não é um  ato heroico. Não precisa ser épico. Meu namorado nunca rodou a cidade com o meu sapato nas mãos, também não enfrentou uma floresta de espinhos para me ver, mas mesmo assim ele é o meu príncipe.
Para mim, é heroico como ele me busca na faculdade quando estou doente, quando faz cafuné quando estou dormindo, quando sempre que passa por mim, para para me dar um beijinho no topo da cabeça, mesmo quando ele está indo apenas ao banheiro. Quando compra algum doce e passa o dia ansioso para me ver, quando ele me manda mensagem todos os dias, apenas para ver como eu estou. Acho que encontrei o meu feliz para sempre.

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quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Coisas que aprendi com as princesas da Disney

Não, desde criança eu já sabia que príncipes encantados não existiam, fadas madrinhas que aparecem do nada também não existem. E quer saber o que mais não existe? Finais felizes. Tudo bem, vou te dar um tempo para se recuperar depois dessa notícia bombástica.
A vida não é feita e finais felizes, e sim por uma coisa que parece uma montanha - russa, cheia de altos e baixos. Completamente oscilante. Sem previsão. Um dia você está de um jeito, no outro completamente diferente. E na boa? Eu prefiro muito mais assim. :)
Mas calma, meu coração ainda tem espaço para o lado princesa disney, não é porque nós crescemos (pelo menos as meninas da minha idade) rodeadas de vestidos bufantes, casamentos realizados de um dia para o outro e com fadas madrinhas com lindos sapatinhos de cristal como ilusões, que não podemos trazer um pouquinho da magica para as nossas vidas. 
Com cada princesa aprendi uma coisa, embora só agora a disney tenha acordado para a situação, e nos apresentou princesas com o girl power aguçado, que as antigas também não tenham o que ensinar para nós nos dias de hoje. 
Quer ver?





  1. Cinderela
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Confesso que comecei por ela porque é a minha favorita. Cinderela, mesmo tendo como sonho maior como ir ao baile e dançar com o príncipe (No meu caso, se eu fosse a Cindi, sonharia em me livrar daquela madrasta horrível e daquelas irmãs completamente chatas. Mas cada um com as suas prioridades). Porém, Cinderela, sempre foi um filme que focou muito em sonhos e gentileza. Por mais que as pessoas sejam más com você, retribua com gentileza. Seja gentil e corajosa. Os sonhos se realizam para aqueles que acreditam ( e correm atrás).


2. Bela

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Depois do live action, Bela ganhou um cantinho especial no meu coração. Eu nunca tinha prestado 
muita atenção na história dessa princesa, mas parei para analisar, e sim, a Bela era muito girl power para o seu tempo. O seu sonho maior, não era morar em um castelo, casar com um príncipe. Ela queria viajar, ver o mundo e cuidar de seu pai. Tem como se identificar mais? Tem sim! Bela amava ler, e era a única, repito, a ÚNICA, mulher da vila que lia. No live action, temos uma proporção maior desse lado da Bela, o filme deixa claro o fato de que Bela ler, logo pensar, logo raciocinar e ter sonhos maiores do que ter um filho e cuidar de uma casa, incomoda os machistas de plantão, que acabam tirando ela de louca. Fora os pisões que ela da nos Gaston (famoso embuste dos dias de hoje) durante toda a história. 
Então Bela, ensina muita coisa para as meninas, que existem outros sonhos além de casar e ter filhos, que mesmo que te chamem de louca, não deixe de ser quem você é. Mas ai você está se perguntando "Mas do que adianta tudo isso se no final ela acaba casada com um príncipe (que a fez de prisioneira) e morando em um castelo?"
Vamos lembrar que esse é um conto antigo, okay? A Bela faz parte de um grupo antigo das princesas disney, então o clichê romântico tem que existir, se não, para a época, não seria considerado que a princesa teve um "final feliz". Mas ate disso conseguimos tirar uma lição, o amor não se vê com os olhos e sim com o coração. Awnnnnnn, fui brega, mas fui fofa, vai?


3. Ariel

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Ariel, a princesa das águas, filha de Tritão e segundo teorias, prima de Hércules, mas isso é assunto para outra hora. Tudo bem, se a gente for pegar a história dela e analisar levando tudo a sério, nós vamos perceber que ela passou um pouco dos limites apenas para o crush notar ela. Okay que ela já se interessava pelo mundo dos humanos, queria conhecer, antes mesmo de saber da existência do Eric... Mas vamos ser sinceros de que ela fez tudo aquilo só para chamar a atenção do boy. Essa era decidida, viu? Que nunca né gente, brigou com o pai, cruzou o oceano, foi até uma bruxa do mar, pediu para deixar de ser seria, deu a voz em troca das pernas e tentou conquistar o crush sem poder falar? Depois você vem me dizer que faz de tudo pro boy te notar, olha Ariel de exemplo ai gente! Depois de todo esse rôle, no final, nossa princesa acaba conseguindo o que queria, ser humana e casar com o príncipe Eric. "Tá Ge, mas e a moral de tudo isso aí?". Vamos analisar? Ariel queria ser humana acima de qualquer coisa, não se sentia confortável em corpo de seria, ali não era o seu lugar, mesmo com todos dizendo que era. Quantas vezes nós não  nos sentimos confortáveis na nossa pele? Sempre queremos mudar alguma coisa para nos sentirmos melhor, temos a necessidade de parar de seguir um padrão que estamos acostumados e ir por um caminho que nos deixa mais feliz. No meu caso, a minha "cauda de sereia" era o meu cabelo liso, padrão, completamente sem graça e dentro do que todo mundo falava para mim, as minhas "pernas humanas" que me deram a liberdade que eu estava procurando, o novo, intrigante e completamente diferente, é o meu cabelo cacheado, que hoje eu cuido com tanto carinho e me sinto orgulhosa por ter me transformado. Qual é a cauda de seria de vocês?


4. Merida

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A princesa da Disney mais legal que eu conheço. Além de me identificar com os momentos que ela passa com os cabelos dela, me identifico também com a sua história. Não, eu não estou prometida para casar com ninguém, nem atiro com arco e flecha e também nunca fui até uma floresta para uma senhora transformar a minha mãe em urso. Porém, quem nunca teve uma briga com os pais por não querer seguir precisamente o que eles planejaram para a nossa vida? Os pais de Merida queriam que ela agisse como uma princesa educada e bem comportada, com a cabeça voltada para o casamento. Em nome do amor? Nãooooo! Em nome de negócios e de realizar o papel de princesa que todos esperam. Mas Merida não pensava desse jeito, na verdade, a última coisa em que ela pensava era no casamento. Mas isso não quer dizer que ela não se importava com o seu reino, porém ela ão iria abrir mãos da própria liberdade. Podemos trazer isso para a vida real. Não é porque você não quer seguir o caminho que seus pais planejaram para você, que isso te torna uma pessoa ruim. Você pode traçar o seu destino e não se sinta mal por isso, okay? 



5. Moana

Para! Moana é o filme da vida! Se você ainda não assistiu, pode parar de ler este post agora e ir ver esse filme maravilhoso, depois você volta para cá. Assistiu? Okay, podemos continuar. Moana de Motunui é filha do chefe de uma tribo na Polinésia. Além de ser uma guerreira (sim, no filme ela afirma que é uma guerreira) tem um coração enorme e é completamente linda. Moana nos ensina meio que a mesma pegada que Merida. Não importa o que as pessoas planejaram para você, quando o seu destino chama, você tem que atender.
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Bom, por hoje é só pessoal. Bjus.

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Escorregando

Minhas mãos estavam suadas, meu coração acelerado, subia a rua com a garrafa de vodka na mão, pronta para mais uma festa, pronta para rever os meus amigos, para simplesmente esquecer do que tinha acontecido. Acho que não comentei com vocês, mas há dois dias terminei um "relacionamento". Ta bom, eu e ele estávamos só ficando, mas eu juro, as promessas de amor que ele me fazia, me levaram a acreditar que aquilo poderia ser real. Foram cinco meses e três dias de pura trouxisse, mas tudo bem, talvez eu merecesse, eu também não era a ficante mais perfeita do mundo, mas isso é assunto para outro desabafo.
Enfim, naquela noite eu estava decidida a não ter nada com ninguém, apenas comigo mesma. Minha garganta secava só de eu olhar para a garrafa de vodka, mas precisava me controlar, pelo menos até chegar a festa.
Blusa preta de renda decotada, calça jeans, talvez um ou dois números maior, mas tudo bem. Bota cano curto? Sim, sempre! Batom vermelho, aquele que eu sempre passo quando não quero pegar ninguém.
Eu achava "pegar" uma palavra meio sem nexo, fria e muito vazia. Mas fazer o que? Nós jovens, super descolados, totalmente livres, sem rótulos e vontade de afirmar algo sério, nos vemos no dever de usar essa palavra. Como é mesmo? Pega, mas não se apega? Que coisa mais ridícula. Papo de quem não consegue achar ninguém, ou que sofreu alguma desilusão amorosa e agora quer culpar o mundo todo.
Eu não estava ali para pegar e nem me apegar a ninguém. Estava ali por mim, precisava sair, encontrar o meu eu que estava perdido há exatamente cinco meses e três dias. Desenterrei aquelas roupas do fundo do armário, ele não gostava que eu me mostrasse daquele jeito. O batom vermelho estava jogado de baixo da minha cama, ele  dizia que chamava muita atenção. Que se dane. Usei tudo hoje. Quando me olhei no espelho, vi uma menina, menina não, mulher, uma mulher que tinha tomado de volta o controle não só do seu guarda-roupa ou da sua aparência, mas da sua vida.
A festa estava animada, cheguei e fui direto para a geladeira. Uma skol beats, por favor! Da azul. Pista cheia, meus amigos me puxam para a roda. São as melhores pessoas mesmo. Mais uma cerveja aqui, outra catuaba ali, abriram a minha garrafa de vodka, todo mundo bebeu, não sobrou nada para mim. Mas tudo bem.
Fecho os olhos, sinto a música, levanto os braços, todo mundo me olhando, que sensação gostosa. O celular estava tocando, mas eu não quero falar com ninguém agora. Sinto a minha nuca ficar molhada, desço ate o chão ao som do último funk do momento. Livre! Liberdade! "Oh quem voltou, para a sacanagem", eu mesma! Tô de volta, como diz Dani Russo, a pista já estava com  muita saudade de mim. Cheguei para ficar.
Uma conversa aqui, pedidos do meu número ali, mas nada me abala. Garotos chatos, com assuntos chatos, tudo muito chato. Bora  voltar para pista? Lá está uma delicia! Mais uma cerveja? Sim, por favor! Meu amigo se pendura no meu pescoço, começamos a pular ao som de Kelly Key. Pois é, somos bregas, porém felizes. "Baba, olha o que perdeu. A criança cresceu..." Okay, parei.
Até que aconteceu. Ele chegou. Congelei, meu estomago congelou, minhas mãos suavam, eu estava tonta, mas não era mais o efeito do álcool, era outra coisa.
Tudo bem, não pira, ele é só um rapaz. Um rapaz bonito, que faz o seu tipo, tem cara de que beija bem e ainda por cima é super cheiroso. Não gente, eu não estava apaixonada. Apenas... interessada vai... Tentei tirar aquilo da cabeça, ou melhor, ele da minha cabeça. Outro cara chegou em mim, assunto chato. Outro rapaz, mais chato ainda. Procuro em meio a multidão o amor da minha vida, quero dizer, o rapaz que eu tinha achado bonito. Ele estava no canto, tomando uma cerveja, meio tímido, sem jeito e completamente lindo.
"Ah, que se dane". A gente só vive uma vez. Chamei a minha amiga de canto e pedi para ela me ajudar. A guria era rápida, eu mal tinha terminado de falar e ela já estava perto do rapaz, tomei um  gole da minha cerveja para disfarçar e comecei a rir que nem uma idiota para o meu amigo, que eu acho que sacou tudo, ou estava tão bêbado que estava rindo de graça para mim. Gente boa.
Alguns minutos depois, minha amiga voltou. Esperei ouvir um não, bem gostoso e cheio de ternura."Ele disse que está te esperando". Para tudo! Meu coração acelerou, capotou e bateu de frente com um muro. Respirei fundo e fui até ele. Geovanna, calma, vai ser só uma ficada, um beijo, um momento, depois você vai voltar para a festa e continuar a sua vida. Ou quer ser trouxa por mais cinco meses?
De perto ele era mais bonito ainda, nos cumprimentamos com um beijo na bochecha, que escorregou para a boca, que escorregou para outra coisa. A partir dali, a gente foi escorregando para outros lugares. Para o cinema, para a lanchonete, churrascaria, para a casa dele, para a minha casa...  E nós seguimos escorregando por ai. Pois é, encontrei o amor da minha vida.

Metamorfose

Eu sou sentimento, amor, confusão, paz, serenidade e ansiedade. Tudo misturado. Tenho os meus momentos de mocinha e as vezes faço o papel ...