Garota It

Por Geovanna Domingos

domingo, 17 de fevereiro de 2019

Eterna enquanto durou

Amizade. Algo natural que acontece no decorrer da sua vida. Esse posto pode ser ocupado por uma pessoa ou por várias. Ele muda com frequência. Quanto mais a gente cresce, vive, passa por lugares e por pessoas, mais aquela vaga é preenchida, cada vez por mais gente. Porém, ela também fica ali, meio vazia, quase abandonada, tão rápido quanto enche. Claro, a gente pode colocar a culpa na correria do dia a dia. Por que não? Já damos essa desculpa para tanta coisa mesmo, mais uma não vai fazer diferença. Mas a quem queremos enganar? Claro, quando somos crianças algumas coisas contribuem para o fim de uma amizade que durou tantos recreios e hora da história, as vezes é uma simples mudança de onde vamos sentar na sala de aula. Perto da Joana ou da Maria Eduarda? Até coisas mais sérias, como mudar de escola.
Mas quando crescemos,  nossas amizades acabam por outros motivos
... Durante o ensino médio, ter amigos é a melhor coisa que pode acontecer com você, andar seguro com um grupo, ter com quem dividir a cola da prova e passar as tardes assistindo a Malhação na casa da sua melhor amiga. Ter amizade na adolescência significa segurança, você tem com quem desabafar, passar bilhetes escondidos por debaixo da carteira, falar sobre o Dudu, o menino lindo da sala ao lado, conversar sobre inseguranças e medos que seus pais nunca vão entender, só os seus amigos mesmo.
Pronto, amizade linda, pro resto da vida, são seus amigos do peito, irmão camarada. Aquela pessoa que você pode contar mesmo! Aquele papo que depois do ensino médio a galera se separa? Só se for as amizades fracas dos outros, mas as suas são fortíssimas. Aqui é um por todos e todos por um! Dá até gosto de ver. Cada um com o seu jeito. Sim, vocês prometeram manter contato, prometeram se ver todo final de semana. Eu te abandonar por causa da faculdade? Nem pensar! Aqui é terceirão para sempre!
Os dias vão passando, cada um de vocês vai percebendo que não vai ter mais para onde voltar quando as férias acabarem. E agora? Como será a faculdade? Você sente um medo e um frio no estômago que não consegue explicar. Calma! Todos os seus amigos vão fazer faculdade, converse com eles sobre. Iiiiiiiii.... a Julinha não vai fazer faculdade, os pais estão sem grana... Julinha começou a faltar nos encontros da turma, era chato ficar sentada ouvindo todos reclamarem sobre provas e trabalhos de um lugar que ela nem frequentava. Espera! Ainda tem o Lucas, todo preocupado com a saúde, ele com certeza tem alguma dica para te ajudar a relaxar. Eita! O Lucas não vai poder mais vir nos encontros de sexta a noite, estará ocupado no bar, junto com seus novos amigos de veterinária. Tudo bem, liga para a clara, só pra confirmar que ela vai mesmo. Puts, também não vai dar! Clara saiu com o novo namorado. Fica pra próxima. Okay, foi só uma coincidência, com certeza na próxima semana vocês vão se encontrar e compensar todo esse tempo... Mas aí é você quem desmarca. Lembra daquele trabalho que você tinha que fazer sobre literatura? A prova é na segunda. Além disso, tem o estágio que você tem que ir no sábado de manhã. Tudo bem, deixa pra outro dia.
Alguns meses se passam,  você está descansando tomando uma xícara de café, seus pensamentos estão perdidos, vagam para uma época em que tudo costumava ser mais fácil. Você sente um aperto no coração ao lembrar das suas amizades, que para você, não existem mais. A mão passa pelo celular, a vontade de mandar uma mensagem no grupo parado é tentadora. Será que aquele grupo ainda existe? Não só no Whatsapp, mas na  vida real. Seria estranho. Receber uma mensagem de uma desconhecida. Porque é isso o que  vocês são agora. Você vê a vida dos seus (antigos) amigos e não os reconhece. Não só pela aparência, mas pelas atitudes e escolhas, e você começa a se perguntar se também mudou tanto assim. Uma espécie de retrospectiva passa pela sua cabeça. Sim, você também mudou. Um grupo de adolescentes entram na cafeteria, sentam na mesa ao lado da sua. Você segura a sua vontade de se levantar e dizer para eles aproveitarem aquele momento, que transformassem aquelas lembranças em eternas. O seu celular vibra, te trazendo pra realidade da sua corrida vida de adulta. Uma mensagem. Grupo os patetas. "Ei, galera! Quanto tempo! Bora se encontrar?"

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Príncipes encantados não existem

O amor. Uma coisa que eu não acreditava. Algo que as princesas da disney insistiam em colocar na minha cabeça. Eu me achava a esperta entras as minhas amigas. Nunca que um cara iria rodar a cidade atrás de mim para devolver o meu sapato, nem atravessar uma floresta cheia de espinhos, para me despertar com um beijo. Subir em uma torre pelos meus cabelos e me resgatar da bruxa má? Pode esquecer! Eu que me vire!
Era isso o que eu pensava, amor só é amor quando vem acompanhado por um ato heroico, feito por um cara bonitão, montado em um cavalo, branco de preferência, que eu me transformasse na pessoa mais importante da vida dele, aquela que sempre precisava ser salva... Clichês e mais clichês.
Com essa ideia, fica difícil mesmo acreditar que algum dia alguém vá aparecer para a gente. Eu até achei que tinha encontrado o meu amor por aí, mas é claro, eu estava enganada. Enganada não. Enganadéééésima!!! Com muita enfase mesmo. Mas quem nunca se enganou nessa vida não é mesmo? Depois de tantos enganos, encontros e desencontros, de vai ou não vai, tomei a sábia decisão de não criar expectativas. No auge dos meus 18 anos, decidi que eu sabia tudo sobre a vida, que era uma mulher madura e que não precisava do amor dos príncipes para ser feliz. Pode acreditar, isso funcionou por alguns meses, e não foi pouco não, viu? Dancei, bebi, sai com as minhas amigas, beijei alguém, dei meu primeiríssimo PT (não que eu me orgulhe disso, a ressaca do dia seguinte já foi um  baita de um castigo), comecei a faculdade, conheci alguém, não era um príncipe, arrumei um emprego, conheci outra pessoa, passou perto, mas no final apenas comprovou a minha teoria. Vida bem agitada, gosto assim. Reparei que não tinha me apaixonado por ninguém. Em nenhum dos meus términos eu chorei, fiquei triste ou arrependida. Missão completada com sucesso! Parabéns para mim!! #sqn.
Era quase o finalzinho do ano, mais uma festa, mais uma chance de vestir um look bafo e ir arrasar na pista. Eita! Autoestima estava nas nuvens. Olhava no espelho e pensava "Gata". Não se engana não, demorei muito para chegar nesse nível de amor próprio, viu? Mas que ele faz um bem danado pra gente, isso ele faz.
Tá bom, voltando para o que eu estava contando. A festa estava boa, gente boa, comida boa, música boa... Uma delícia! Naquele momento, príncipes encantados, amor verdadeiro e meus erros do passado tinham fugido completamente da minha mente. Só existia a música e eu, e as luzes, e o calor, e aqueles olhos castanhos que estavam me observando. Para tudo! Quem era aquele ser maravilhoso, Brasil?
Minhas mãos começaram a tremer, meu estomago revirava, o suor escorria pela minhas costas, parecia que eu estava pisando em nuvens. O QUE ERA AQUILO QUE EU ESTAVA SENTINDO??? ALGUÉM ME AJUDA.
Tudo aconteceu tão rápido depois. A gente se apresentou. Já rolou beijo ali mesmo! E que beijo bom! Encaixou direitinho. Lentinho. Quente. Fez o meu coração dar uma cambalhota e depois voar até lua, para pousar com tudo de volta no lugar. Eu não sabia o que estava sentindo, eu só sabia que era muito bom, e que eu não queria nunca mais parar de beijar aquela boquinha. E foi nesse dia que eu descobri que desejos se realizam.
Depois eu descobri que aquele lindo par de olhos castanhos, era o amor da minha vida. Sim Brasil! Meu príncipe existe! Passei a ver o amor com outros olhos. Não achava mais brega andar de mãos dadas, nem de dar beijinhos, tá bom, beijões, no escurinho do cinema <3 Depois de muita reflexão (sim, eu separo um tempo no meu banho para fazer isso) percebi que eu sempre estive errada. O amor não é um  ato heroico. Não precisa ser épico. Meu namorado nunca rodou a cidade com o meu sapato nas mãos, também não enfrentou uma floresta de espinhos para me ver, mas mesmo assim ele é o meu príncipe.
Para mim, é heroico como ele me busca na faculdade quando estou doente, quando faz cafuné quando estou dormindo, quando sempre que passa por mim, para para me dar um beijinho no topo da cabeça, mesmo quando ele está indo apenas ao banheiro. Quando compra algum doce e passa o dia ansioso para me ver, quando ele me manda mensagem todos os dias, apenas para ver como eu estou. Acho que encontrei o meu feliz para sempre.

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quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Coisas que aprendi com as princesas da Disney

Não, desde criança eu já sabia que príncipes encantados não existiam, fadas madrinhas que aparecem do nada também não existem. E quer saber o que mais não existe? Finais felizes. Tudo bem, vou te dar um tempo para se recuperar depois dessa notícia bombástica.
A vida não é feita e finais felizes, e sim por uma coisa que parece uma montanha - russa, cheia de altos e baixos. Completamente oscilante. Sem previsão. Um dia você está de um jeito, no outro completamente diferente. E na boa? Eu prefiro muito mais assim. :)
Mas calma, meu coração ainda tem espaço para o lado princesa disney, não é porque nós crescemos (pelo menos as meninas da minha idade) rodeadas de vestidos bufantes, casamentos realizados de um dia para o outro e com fadas madrinhas com lindos sapatinhos de cristal como ilusões, que não podemos trazer um pouquinho da magica para as nossas vidas. 
Com cada princesa aprendi uma coisa, embora só agora a disney tenha acordado para a situação, e nos apresentou princesas com o girl power aguçado, que as antigas também não tenham o que ensinar para nós nos dias de hoje. 
Quer ver?





  1. Cinderela
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Confesso que comecei por ela porque é a minha favorita. Cinderela, mesmo tendo como sonho maior como ir ao baile e dançar com o príncipe (No meu caso, se eu fosse a Cindi, sonharia em me livrar daquela madrasta horrível e daquelas irmãs completamente chatas. Mas cada um com as suas prioridades). Porém, Cinderela, sempre foi um filme que focou muito em sonhos e gentileza. Por mais que as pessoas sejam más com você, retribua com gentileza. Seja gentil e corajosa. Os sonhos se realizam para aqueles que acreditam ( e correm atrás).


2. Bela

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Depois do live action, Bela ganhou um cantinho especial no meu coração. Eu nunca tinha prestado 
muita atenção na história dessa princesa, mas parei para analisar, e sim, a Bela era muito girl power para o seu tempo. O seu sonho maior, não era morar em um castelo, casar com um príncipe. Ela queria viajar, ver o mundo e cuidar de seu pai. Tem como se identificar mais? Tem sim! Bela amava ler, e era a única, repito, a ÚNICA, mulher da vila que lia. No live action, temos uma proporção maior desse lado da Bela, o filme deixa claro o fato de que Bela ler, logo pensar, logo raciocinar e ter sonhos maiores do que ter um filho e cuidar de uma casa, incomoda os machistas de plantão, que acabam tirando ela de louca. Fora os pisões que ela da nos Gaston (famoso embuste dos dias de hoje) durante toda a história. 
Então Bela, ensina muita coisa para as meninas, que existem outros sonhos além de casar e ter filhos, que mesmo que te chamem de louca, não deixe de ser quem você é. Mas ai você está se perguntando "Mas do que adianta tudo isso se no final ela acaba casada com um príncipe (que a fez de prisioneira) e morando em um castelo?"
Vamos lembrar que esse é um conto antigo, okay? A Bela faz parte de um grupo antigo das princesas disney, então o clichê romântico tem que existir, se não, para a época, não seria considerado que a princesa teve um "final feliz". Mas ate disso conseguimos tirar uma lição, o amor não se vê com os olhos e sim com o coração. Awnnnnnn, fui brega, mas fui fofa, vai?


3. Ariel

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Ariel, a princesa das águas, filha de Tritão e segundo teorias, prima de Hércules, mas isso é assunto para outra hora. Tudo bem, se a gente for pegar a história dela e analisar levando tudo a sério, nós vamos perceber que ela passou um pouco dos limites apenas para o crush notar ela. Okay que ela já se interessava pelo mundo dos humanos, queria conhecer, antes mesmo de saber da existência do Eric... Mas vamos ser sinceros de que ela fez tudo aquilo só para chamar a atenção do boy. Essa era decidida, viu? Que nunca né gente, brigou com o pai, cruzou o oceano, foi até uma bruxa do mar, pediu para deixar de ser seria, deu a voz em troca das pernas e tentou conquistar o crush sem poder falar? Depois você vem me dizer que faz de tudo pro boy te notar, olha Ariel de exemplo ai gente! Depois de todo esse rôle, no final, nossa princesa acaba conseguindo o que queria, ser humana e casar com o príncipe Eric. "Tá Ge, mas e a moral de tudo isso aí?". Vamos analisar? Ariel queria ser humana acima de qualquer coisa, não se sentia confortável em corpo de seria, ali não era o seu lugar, mesmo com todos dizendo que era. Quantas vezes nós não  nos sentimos confortáveis na nossa pele? Sempre queremos mudar alguma coisa para nos sentirmos melhor, temos a necessidade de parar de seguir um padrão que estamos acostumados e ir por um caminho que nos deixa mais feliz. No meu caso, a minha "cauda de sereia" era o meu cabelo liso, padrão, completamente sem graça e dentro do que todo mundo falava para mim, as minhas "pernas humanas" que me deram a liberdade que eu estava procurando, o novo, intrigante e completamente diferente, é o meu cabelo cacheado, que hoje eu cuido com tanto carinho e me sinto orgulhosa por ter me transformado. Qual é a cauda de seria de vocês?


4. Merida

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A princesa da Disney mais legal que eu conheço. Além de me identificar com os momentos que ela passa com os cabelos dela, me identifico também com a sua história. Não, eu não estou prometida para casar com ninguém, nem atiro com arco e flecha e também nunca fui até uma floresta para uma senhora transformar a minha mãe em urso. Porém, quem nunca teve uma briga com os pais por não querer seguir precisamente o que eles planejaram para a nossa vida? Os pais de Merida queriam que ela agisse como uma princesa educada e bem comportada, com a cabeça voltada para o casamento. Em nome do amor? Nãooooo! Em nome de negócios e de realizar o papel de princesa que todos esperam. Mas Merida não pensava desse jeito, na verdade, a última coisa em que ela pensava era no casamento. Mas isso não quer dizer que ela não se importava com o seu reino, porém ela ão iria abrir mãos da própria liberdade. Podemos trazer isso para a vida real. Não é porque você não quer seguir o caminho que seus pais planejaram para você, que isso te torna uma pessoa ruim. Você pode traçar o seu destino e não se sinta mal por isso, okay? 



5. Moana

Para! Moana é o filme da vida! Se você ainda não assistiu, pode parar de ler este post agora e ir ver esse filme maravilhoso, depois você volta para cá. Assistiu? Okay, podemos continuar. Moana de Motunui é filha do chefe de uma tribo na Polinésia. Além de ser uma guerreira (sim, no filme ela afirma que é uma guerreira) tem um coração enorme e é completamente linda. Moana nos ensina meio que a mesma pegada que Merida. Não importa o que as pessoas planejaram para você, quando o seu destino chama, você tem que atender.
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Bom, por hoje é só pessoal. Bjus.

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Escorregando

Minhas mãos estavam suadas, meu coração acelerado, subia a rua com a garrafa de vodka na mão, pronta para mais uma festa, pronta para rever os meus amigos, para simplesmente esquecer do que tinha acontecido. Acho que não comentei com vocês, mas há dois dias terminei um "relacionamento". Ta bom, eu e ele estávamos só ficando, mas eu juro, as promessas de amor que ele me fazia, me levaram a acreditar que aquilo poderia ser real. Foram cinco meses e três dias de pura trouxisse, mas tudo bem, talvez eu merecesse, eu também não era a ficante mais perfeita do mundo, mas isso é assunto para outro desabafo.
Enfim, naquela noite eu estava decidida a não ter nada com ninguém, apenas comigo mesma. Minha garganta secava só de eu olhar para a garrafa de vodka, mas precisava me controlar, pelo menos até chegar a festa.
Blusa preta de renda decotada, calça jeans, talvez um ou dois números maior, mas tudo bem. Bota cano curto? Sim, sempre! Batom vermelho, aquele que eu sempre passo quando não quero pegar ninguém.
Eu achava "pegar" uma palavra meio sem nexo, fria e muito vazia. Mas fazer o que? Nós jovens, super descolados, totalmente livres, sem rótulos e vontade de afirmar algo sério, nos vemos no dever de usar essa palavra. Como é mesmo? Pega, mas não se apega? Que coisa mais ridícula. Papo de quem não consegue achar ninguém, ou que sofreu alguma desilusão amorosa e agora quer culpar o mundo todo.
Eu não estava ali para pegar e nem me apegar a ninguém. Estava ali por mim, precisava sair, encontrar o meu eu que estava perdido há exatamente cinco meses e três dias. Desenterrei aquelas roupas do fundo do armário, ele não gostava que eu me mostrasse daquele jeito. O batom vermelho estava jogado de baixo da minha cama, ele  dizia que chamava muita atenção. Que se dane. Usei tudo hoje. Quando me olhei no espelho, vi uma menina, menina não, mulher, uma mulher que tinha tomado de volta o controle não só do seu guarda-roupa ou da sua aparência, mas da sua vida.
A festa estava animada, cheguei e fui direto para a geladeira. Uma skol beats, por favor! Da azul. Pista cheia, meus amigos me puxam para a roda. São as melhores pessoas mesmo. Mais uma cerveja aqui, outra catuaba ali, abriram a minha garrafa de vodka, todo mundo bebeu, não sobrou nada para mim. Mas tudo bem.
Fecho os olhos, sinto a música, levanto os braços, todo mundo me olhando, que sensação gostosa. O celular estava tocando, mas eu não quero falar com ninguém agora. Sinto a minha nuca ficar molhada, desço ate o chão ao som do último funk do momento. Livre! Liberdade! "Oh quem voltou, para a sacanagem", eu mesma! Tô de volta, como diz Dani Russo, a pista já estava com  muita saudade de mim. Cheguei para ficar.
Uma conversa aqui, pedidos do meu número ali, mas nada me abala. Garotos chatos, com assuntos chatos, tudo muito chato. Bora  voltar para pista? Lá está uma delicia! Mais uma cerveja? Sim, por favor! Meu amigo se pendura no meu pescoço, começamos a pular ao som de Kelly Key. Pois é, somos bregas, porém felizes. "Baba, olha o que perdeu. A criança cresceu..." Okay, parei.
Até que aconteceu. Ele chegou. Congelei, meu estomago congelou, minhas mãos suavam, eu estava tonta, mas não era mais o efeito do álcool, era outra coisa.
Tudo bem, não pira, ele é só um rapaz. Um rapaz bonito, que faz o seu tipo, tem cara de que beija bem e ainda por cima é super cheiroso. Não gente, eu não estava apaixonada. Apenas... interessada vai... Tentei tirar aquilo da cabeça, ou melhor, ele da minha cabeça. Outro cara chegou em mim, assunto chato. Outro rapaz, mais chato ainda. Procuro em meio a multidão o amor da minha vida, quero dizer, o rapaz que eu tinha achado bonito. Ele estava no canto, tomando uma cerveja, meio tímido, sem jeito e completamente lindo.
"Ah, que se dane". A gente só vive uma vez. Chamei a minha amiga de canto e pedi para ela me ajudar. A guria era rápida, eu mal tinha terminado de falar e ela já estava perto do rapaz, tomei um  gole da minha cerveja para disfarçar e comecei a rir que nem uma idiota para o meu amigo, que eu acho que sacou tudo, ou estava tão bêbado que estava rindo de graça para mim. Gente boa.
Alguns minutos depois, minha amiga voltou. Esperei ouvir um não, bem gostoso e cheio de ternura."Ele disse que está te esperando". Para tudo! Meu coração acelerou, capotou e bateu de frente com um muro. Respirei fundo e fui até ele. Geovanna, calma, vai ser só uma ficada, um beijo, um momento, depois você vai voltar para a festa e continuar a sua vida. Ou quer ser trouxa por mais cinco meses?
De perto ele era mais bonito ainda, nos cumprimentamos com um beijo na bochecha, que escorregou para a boca, que escorregou para outra coisa. A partir dali, a gente foi escorregando para outros lugares. Para o cinema, para a lanchonete, churrascaria, para a casa dele, para a minha casa...  E nós seguimos escorregando por ai. Pois é, encontrei o amor da minha vida.

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Eu tinha prometido para mim mesma que não iria sair naquela noite, estava decidido, minha cama seria a companhia perfeita daquele sábado. Meu celular vibra, uma mensagem chegou, fecho os olhos já sabendo o que era.
"Miga!!! Você já está se arrumando? A festa é daqui a pouco!"
Eu gemo e viro para o lado da parede, enconsto o meu corpo nela e deixo a sua frieza me acalmar.  Eu não queria ir, não queira vestir aquela roupa, não queria descer e pegar o ônibus, nem encontrar aquelas pessoas que eu não gostava. Mas ignorei tudo isso e me levantei da cama, não dando ouvindo para cada cécula do meu corpo que tentava me convencer que ficar na cama e fingir estar doente era melhor opção.
O banho não me acalmou, deixei a água morna cair na minha cabeça, quis me bater logo em seguida, droga, agora vou ter que secar o cabelo. Desligo o chuveiro, está frio, mas eu não me importo, na verdade, nos últimos dias eu não tenho me importado com mais nada.
Faziam apenas dois dias que ele tinha saido da minha vida para sempre, tento me convencer que essa foi a escolha mais inteligênte que tomamos, por mais que a minha vontade seja pegar o telefone e mandar uma mensagem, pedindo para conversarmos. Não seja burra! Foi você quem terminou lembra? Agora, engole o choro e passa o rímel direito, ele não era o amor da sua vida, supere!
Depois de uma hora, desço as escadas, meu pai está sentado no sofá, esboça um pequeno sorriso e comenta que a meninha dele cresceu. A campainha toca, meu amigo chegou, respiro fundo, pego a minha bolsa, última olhada no espelho. Okay, hora de ir.
O caminho para a festa era mais curto do que eu desejava, mas eu consegui pensar um pouco. Cheguei no salão decidida. Vou dançar. Vou beber. Vou fingir que não acabei de terminar um namoro. Cheguei, chegando!!!
A noite começa a passar, meu coração está disparado, minha nuca suada, já perdi a conta de quantas músicas já se passaram e de quantas cervejas já foram. Como estou livre! Por um tempo, fingi que não tinha coração, sentimentos, lembranças, nada, era apenas eu, a noite e a música. SOZINHA!
Até que de repente, tudo parou, ele chegou. Mas ele quem? Não sei quem ém ,as alguma coisa em mim quer descobrir. Seus olhos pousam em mim, acho que tinha algumas borboletas dentro daquelas coxinhas. Geralmente, eu teria fugido, saido correndo para o mais longe possível dele. Mas alguma coisa me fez ficar. Um bebida, outra, um olhar trocado, um sorriso, uma aproximação. "Amiga quero ficar com aquele menino", a mão dele na minha cintura, sua boca bem perto do meu ouvido, arrepio, o carro dele, o melhor beijo.
Chego em casa com as pernas bambas, vou direto para o meu quarto, parece que consigo flutuar, o alccol ainda está no meu corpo, mas é outra coisa que me deixou tonta. Deito na cama sem lembrar de tirar a maquiagem. O celular não sai da minha mão, ele vibra. Uma mensagem. Outra história de amor começando...

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

O nosso bagunçado

As pessoas mudam. Os gostos, as opiniões, o jeito de se vestirem e até o que elas sentem. Um dia estão amando imensamente, como se não houvesse o amanhã, no outro fingem que tudo não passou de um engano, um erro ou que não era para ser.
Era quase meia noite, eu tinha acabado de chegar da faculdade, você esta estranho o dia inteiro.  Você estava jogado no sofá, dedilhando alguma música da Legião Urbana no violão, não se levantou quando me viu, não abriu um sorriso, não esboçou nenhuma reação. Tirei minhas botas e acariciei Sirius Black, nosso cachorro e fui direto para o quarto. Quando fechei a porta, deixei as lágrimas caírem silenciosamente, jurei para mim mesma que nunca deixaria você me ver chorar. Nunca. O silêncio gritava em nosso pequeno apartamento, o espaço entro nós era tão grande, que chegava a sufocar. Onde foi que nós nos perdemos? Quando foi que isso aconteceu?
O celular vibra, chegou uma mensagem daquele meu amigo que você não gosta, a campainha toca, é aquela sua amiga que eu nunca confiei. Você sempre diz que tudo é culpa minha, me faz acreditar que sou a louca da relação, que nós estamos assim por minha causa. O que mais me assusta, é que eu sempre acabo acreditando.
Deito na nossa cama, desejando que ela não tivesse tantas lembranças, essas lembranças me envolvem em um abraço apertado, desses que você nunca mais me deu. Minha mãe está me ligando, mas eu não quero atender, ela tem que pensar que eu estou bem, que nós estamos bem e nem um pouco arrependidos.
Fecho os olhos e finjo que não estou mais aqui, finjo que você não está do outro lado da porta. O apartamento está gelado, mas não está frio lá fora. Ouço você mexendo na maçaneta, mas desisti e volta a se sentar no sofá, eu me abraço, lembrando da promessa que você me fez quando nos conhecemos, aos 8 anos de idade, que iria cuidar de mim para sempre. Pelo o que estou vendo, o para sempre, sempre acabada. Viro-me para o outro lado, encaro as portas do guarda roupa que estão escancaradas, meu vestido vermelho curto ainda está jogado no chão. Lembra que você o jogou na nossa última briga? Segundo você, aquele vestido era revelador de mais.
Sirius se deita do meu lado, acaricio a barriga dele, o único ser que sabe o que estamos passando. Deixo as lágrimas lavarem todas as feridas que você deixou dentro de mim, eu me rego, na esperança de florescer. Sinto os meus olhos se fechando lentamente, como se eu estivesse sendo embalada em um sono muito profundo. Dou uma última olhada no relógio, são 3:00 da manhã, você parou de tocar violão.
Levanto da cama e vou em direção a porta, sinto que você está do outro lado, indeciso, sinto o cheiro do seu perfume, aquele que eu te dei no Natal passado, nossas mãos pairam sobre maçaneta. Não sei se devo abrir ou trancar a porta, na dúvida, deixo ela encostada. Espero mais um pouco para ver o que você vai fazer. Nada. Tudo bem. Eu me encolho mais ainda e volto para a cama, minhas pernas estão arrepiadas, mas eu não tenho forças para pegar uma coberta no armário. Apenas fecho os olhos e deixo o frio me abraçar, finjo que é você. Depois de um tempo, ouço você abrindo a porta, depois o armário, me cobre com o cobertor rosa, o meu preferido que trouxe da casa dos meus pais, logo em seguida você deita, sinto os seus braços me ampararem, salvando-me do pesadelo que eu estava tendo. Nós dois damos um longo suspiro de consentimento, e ali, em seus braços, voltei a dormir, sentindo um misto de medo e felicidade, pois eu não sabia para onde estávamos indo, e pelo tremor em suas mãos, desconfiei, que você também não.

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Transição Capilar: por onde começar?

Olá pessoal! Tudo bem?
Hoje vamos falar sobre transição capilar. Esse é o primeiro post de uma série que eu vou escrever para o Garota It. Apenas uma introdução sobre o assunto, que mexe com a nossa autoestima, conceitos sobre amor próprio e finalmente a sensação de liberdade. Vamos lá?



     O que é a transição capilar?




A transição capilar é quando você decide parar de fazer química em seus cabelos e voltar com os fios naturais. Progressiva, formol, relaxamentos ou qualquer outro tipo de química são cortados de sua vida e começa uma reconstrução no seu cabelo para o aspecto natural voltar. Mas é claro que a transição envolve muito mais do que simplesmente parar de alisar o cabelo. 


A transição capilar é um momento de muitas mudanças na sua vida. Quando eu decidi passar por ela, não fazia ideia do que vinha pela frente. O cabelo está ligado a grande parte da autoestima da mulher e não é fácil abrir mão, vamos dizer, da "estética" dele por alguns bons meses.
Estar na transição é acordar e não saber como o seu cabelo vai estar, é resistir quando vê que a raiz cacheada está começando a ficar grande e não correr para ligar para o salão, marcando com urgência uma progressiva. 
Eu comecei com a minha transição com dezesseis anos, estava indo para o terceiro ano do ensino médio, sem a menor ideia do bullying que iria sofrer. É difícil você se achar bonita com o cabelo tão indefinido, na verdade, quando estava passando pela transição, eu me senti indefinida. Tudo o que estava sendo transformado por fora, também transformava por dentro. Foi difícil passar pela Vitamina T, a temida tesoura, fazia muito tempo que eu não me via com o cabelo curto, e isso também me deixou insegura. Além de ouvir inúmeros comentários e questionamentos do porquê eu estar fazendo aquilo comigo mesma! Confesso que várias vezes pensei em desistir, alisar o meu cabelo de volta, ficar igual a todas as garotas da minha sala e parar de ouvir piadinhas sem graça.
Mas alguma coisa me motivou a ficar, ao mesmo tempo em que eu tinha sensação de estar perdida, também sentia que só precisava de tempo até achar o caminho certo. Florescer é difícil, demora, leva tempo, você precisa se regar todos os dias, conversar, dar carinho... Por isso é tão importante você decidir que quer mesmo fazer a transição, passar por ela e estar ciente de que não é um caminho fácil e curto. 

Quero ser livre...





''Geovanna, estou decidida! Quero passar pela transição capilar!''
You go girl!!!!!!!
Okay, você já avançou um grande passo: Decidiu passar pela transição.
Pode parecer muito óbvio, mas um dos passos mais importantes é você querer passar por esse processo, pois quando se tem força de vontade as coisas fluem melhor. Agora chegou a hora de pesquisar! A transição não é simplesmente para de fazer química. Vem um novo cabelo por aí! Que precisa de pré-cuidados e de um tratamento especial. Pesquisar referências de blogueiras que passaram pela transição é super importante, pois você vai ter em quem se inspirar! Também uma boa procurar mulheres que tenham o cabelo na mesma curvatura que o seu. 




Cuidando do cabelo...

Hoje existem váriooooooossss produtos que podem te dar um help na hora de cuidar do seu cabelo durante a transição!
Agora que você decidiu voltar a ter seus cachos de volta, precisa aprender a cuidar deles antes mesmo de chegarem! Fazer uma reconstrução capilar, onde você recupera tudo o que seu cabelo perdeu durante a utilização da química, como hidratação, brilho, nutrição... A mascara é o produto mais indicado para quem quer recuperar os fios danificados.
1- Máscara de hidratação Salon Line (17,00)  2- Creme crescimento Saúdavel Seda (13,99)


 Não vou mentir amiga, você vai ter que desembolsar para comprar os seus produtos. Principalmente se você está passando pela transição, ter os produtos certos é fundamental para fazer com que o processo seja mais fácil. Não adianta nada você usar um produto para um cabelo cachado natural,se mais da metade do seu ainda está com química.
Muitas lançaram linhas para te ajudar nessa fase tão complicada. Não se prenda a apenas uma marca, minha dica é você ir testando os produtos e ver qual o seu cabelo se adapta melhor.

Salon Line
 

Shampoo ( Danny comestics) 15,90 / Condicionador (Salon Line) 14,90 / Gel creme (Salon Line) 13,20 / Máscara de transição (Americanas) / Gelatina ( 15,90)

Seda





1- Seda Boom transição 1 Kg (Seda) 17,90 / Seda Boom transição 295ml ( Seda) 6,90

1- Skala Divino Potão (1Kg) R$ 8,90

Por hoje é isso, pessoal!
No próximo posto sobre transição vou explicar produto por produto.
Beijooossss.


Eterna enquanto durou

Amizade. Algo natural que acontece no decorrer da sua vida. Esse posto pode ser ocupado por uma pessoa ou por várias. Ele muda com frequênci...