Por Geovanna Domingos

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Eu tinha prometido para mim mesma que não iria sair naquela noite, estava decidido, minha cama seria a companhia perfeita daquele sábado. Meu celular vibra, uma mensagem chegou, fecho os olhos já sabendo o que era.
"Miga!!! Você já está se arrumando? A festa é daqui a pouco!"
Eu gemo e viro para o lado da parede, enconsto o meu corpo nela e deixo a sua frieza me acalmar.  Eu não queria ir, não queira vestir aquela roupa, não queria descer e pegar o ônibus, nem encontrar aquelas pessoas que eu não gostava. Mas ignorei tudo isso e me levantei da cama, não dando ouvindo para cada cécula do meu corpo que tentava me convencer que ficar na cama e fingir estar doente era melhor opção.
O banho não me acalmou, deixei a água morna cair na minha cabeça, quis me bater logo em seguida, droga, agora vou ter que secar o cabelo. Desligo o chuveiro, está frio, mas eu não me importo, na verdade, nos últimos dias eu não tenho me importado com mais nada.
Faziam apenas dois dias que ele tinha saido da minha vida para sempre, tento me convencer que essa foi a escolha mais inteligênte que tomamos, por mais que a minha vontade seja pegar o telefone e mandar uma mensagem, pedindo para conversarmos. Não seja burra! Foi você quem terminou lembra? Agora, engole o choro e passa o rímel direito, ele não era o amor da sua vida, supere!
Depois de uma hora, desço as escadas, meu pai está sentado no sofá, esboça um pequeno sorriso e comenta que a meninha dele cresceu. A campainha toca, meu amigo chegou, respiro fundo, pego a minha bolsa, última olhada no espelho. Okay, hora de ir.
O caminho para a festa era mais curto do que eu desejava, mas eu consegui pensar um pouco. Cheguei no salão decidida. Vou dançar. Vou beber. Vou fingir que não acabei de terminar um namoro. Cheguei, chegando!!!
A noite começa a passar, meu coração está disparado, minha nuca suada, já perdi a conta de quantas músicas já se passaram e de quantas cervejas já foram. Como estou livre! Por um tempo, fingi que não tinha coração, sentimentos, lembranças, nada, era apenas eu, a noite e a música. SOZINHA!
Até que de repente, tudo parou, ele chegou. Mas ele quem? Não sei quem ém ,as alguma coisa em mim quer descobrir. Seus olhos pousam em mim, acho que tinha algumas borboletas dentro daquelas coxinhas. Geralmente, eu teria fugido, saido correndo para o mais longe possível dele. Mas alguma coisa me fez ficar. Um bebida, outra, um olhar trocado, um sorriso, uma aproximação. "Amiga quero ficar com aquele menino", a mão dele na minha cintura, sua boca bem perto do meu ouvido, arrepio, o carro dele, o melhor beijo.
Chego em casa com as pernas bambas, vou direto para o meu quarto, parece que consigo flutuar, o alccol ainda está no meu corpo, mas é outra coisa que me deixou tonta. Deito na cama sem lembrar de tirar a maquiagem. O celular não sai da minha mão, ele vibra. Uma mensagem. Outra história de amor começando...

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