Por Geovanna Domingos

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Coisas que aprendi com as princesas da Disney

Não, desde criança eu já sabia que príncipes encantados não existiam, fadas madrinhas que aparecem do nada também não existem. E quer saber o que mais não existe? Finais felizes. Tudo bem, vou te dar um tempo para se recuperar depois dessa notícia bombástica.
A vida não é feita e finais felizes, e sim por uma coisa que parece uma montanha - russa, cheia de altos e baixos. Completamente oscilante. Sem previsão. Um dia você está de um jeito, no outro completamente diferente. E na boa? Eu prefiro muito mais assim. :)
Mas calma, meu coração ainda tem espaço para o lado princesa disney, não é porque nós crescemos (pelo menos as meninas da minha idade) rodeadas de vestidos bufantes, casamentos realizados de um dia para o outro e com fadas madrinhas com lindos sapatinhos de cristal como ilusões, que não podemos trazer um pouquinho da magica para as nossas vidas. 
Com cada princesa aprendi uma coisa, embora só agora a disney tenha acordado para a situação, e nos apresentou princesas com o girl power aguçado, que as antigas também não tenham o que ensinar para nós nos dias de hoje. 
Quer ver?





  1. Cinderela
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Confesso que comecei por ela porque é a minha favorita. Cinderela, mesmo tendo como sonho maior como ir ao baile e dançar com o príncipe (No meu caso, se eu fosse a Cindi, sonharia em me livrar daquela madrasta horrível e daquelas irmãs completamente chatas. Mas cada um com as suas prioridades). Porém, Cinderela, sempre foi um filme que focou muito em sonhos e gentileza. Por mais que as pessoas sejam más com você, retribua com gentileza. Seja gentil e corajosa. Os sonhos se realizam para aqueles que acreditam ( e correm atrás).


2. Bela

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Depois do live action, Bela ganhou um cantinho especial no meu coração. Eu nunca tinha prestado 
muita atenção na história dessa princesa, mas parei para analisar, e sim, a Bela era muito girl power para o seu tempo. O seu sonho maior, não era morar em um castelo, casar com um príncipe. Ela queria viajar, ver o mundo e cuidar de seu pai. Tem como se identificar mais? Tem sim! Bela amava ler, e era a única, repito, a ÚNICA, mulher da vila que lia. No live action, temos uma proporção maior desse lado da Bela, o filme deixa claro o fato de que Bela ler, logo pensar, logo raciocinar e ter sonhos maiores do que ter um filho e cuidar de uma casa, incomoda os machistas de plantão, que acabam tirando ela de louca. Fora os pisões que ela da nos Gaston (famoso embuste dos dias de hoje) durante toda a história. 
Então Bela, ensina muita coisa para as meninas, que existem outros sonhos além de casar e ter filhos, que mesmo que te chamem de louca, não deixe de ser quem você é. Mas ai você está se perguntando "Mas do que adianta tudo isso se no final ela acaba casada com um príncipe (que a fez de prisioneira) e morando em um castelo?"
Vamos lembrar que esse é um conto antigo, okay? A Bela faz parte de um grupo antigo das princesas disney, então o clichê romântico tem que existir, se não, para a época, não seria considerado que a princesa teve um "final feliz". Mas ate disso conseguimos tirar uma lição, o amor não se vê com os olhos e sim com o coração. Awnnnnnn, fui brega, mas fui fofa, vai?


3. Ariel

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Ariel, a princesa das águas, filha de Tritão e segundo teorias, prima de Hércules, mas isso é assunto para outra hora. Tudo bem, se a gente for pegar a história dela e analisar levando tudo a sério, nós vamos perceber que ela passou um pouco dos limites apenas para o crush notar ela. Okay que ela já se interessava pelo mundo dos humanos, queria conhecer, antes mesmo de saber da existência do Eric... Mas vamos ser sinceros de que ela fez tudo aquilo só para chamar a atenção do boy. Essa era decidida, viu? Que nunca né gente, brigou com o pai, cruzou o oceano, foi até uma bruxa do mar, pediu para deixar de ser seria, deu a voz em troca das pernas e tentou conquistar o crush sem poder falar? Depois você vem me dizer que faz de tudo pro boy te notar, olha Ariel de exemplo ai gente! Depois de todo esse rôle, no final, nossa princesa acaba conseguindo o que queria, ser humana e casar com o príncipe Eric. "Tá Ge, mas e a moral de tudo isso aí?". Vamos analisar? Ariel queria ser humana acima de qualquer coisa, não se sentia confortável em corpo de seria, ali não era o seu lugar, mesmo com todos dizendo que era. Quantas vezes nós não  nos sentimos confortáveis na nossa pele? Sempre queremos mudar alguma coisa para nos sentirmos melhor, temos a necessidade de parar de seguir um padrão que estamos acostumados e ir por um caminho que nos deixa mais feliz. No meu caso, a minha "cauda de sereia" era o meu cabelo liso, padrão, completamente sem graça e dentro do que todo mundo falava para mim, as minhas "pernas humanas" que me deram a liberdade que eu estava procurando, o novo, intrigante e completamente diferente, é o meu cabelo cacheado, que hoje eu cuido com tanto carinho e me sinto orgulhosa por ter me transformado. Qual é a cauda de seria de vocês?


4. Merida

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A princesa da Disney mais legal que eu conheço. Além de me identificar com os momentos que ela passa com os cabelos dela, me identifico também com a sua história. Não, eu não estou prometida para casar com ninguém, nem atiro com arco e flecha e também nunca fui até uma floresta para uma senhora transformar a minha mãe em urso. Porém, quem nunca teve uma briga com os pais por não querer seguir precisamente o que eles planejaram para a nossa vida? Os pais de Merida queriam que ela agisse como uma princesa educada e bem comportada, com a cabeça voltada para o casamento. Em nome do amor? Nãooooo! Em nome de negócios e de realizar o papel de princesa que todos esperam. Mas Merida não pensava desse jeito, na verdade, a última coisa em que ela pensava era no casamento. Mas isso não quer dizer que ela não se importava com o seu reino, porém ela ão iria abrir mãos da própria liberdade. Podemos trazer isso para a vida real. Não é porque você não quer seguir o caminho que seus pais planejaram para você, que isso te torna uma pessoa ruim. Você pode traçar o seu destino e não se sinta mal por isso, okay? 



5. Moana

Para! Moana é o filme da vida! Se você ainda não assistiu, pode parar de ler este post agora e ir ver esse filme maravilhoso, depois você volta para cá. Assistiu? Okay, podemos continuar. Moana de Motunui é filha do chefe de uma tribo na Polinésia. Além de ser uma guerreira (sim, no filme ela afirma que é uma guerreira) tem um coração enorme e é completamente linda. Moana nos ensina meio que a mesma pegada que Merida. Não importa o que as pessoas planejaram para você, quando o seu destino chama, você tem que atender.
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Bom, por hoje é só pessoal. Bjus.

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Escorregando

Minhas mãos estavam suadas, meu coração acelerado, subia a rua com a garrafa de vodka na mão, pronta para mais uma festa, pronta para rever os meus amigos, para simplesmente esquecer do que tinha acontecido. Acho que não comentei com vocês, mas há dois dias terminei um "relacionamento". Ta bom, eu e ele estávamos só ficando, mas eu juro, as promessas de amor que ele me fazia, me levaram a acreditar que aquilo poderia ser real. Foram cinco meses e três dias de pura trouxisse, mas tudo bem, talvez eu merecesse, eu também não era a ficante mais perfeita do mundo, mas isso é assunto para outro desabafo.
Enfim, naquela noite eu estava decidida a não ter nada com ninguém, apenas comigo mesma. Minha garganta secava só de eu olhar para a garrafa de vodka, mas precisava me controlar, pelo menos até chegar a festa.
Blusa preta de renda decotada, calça jeans, talvez um ou dois números maior, mas tudo bem. Bota cano curto? Sim, sempre! Batom vermelho, aquele que eu sempre passo quando não quero pegar ninguém.
Eu achava "pegar" uma palavra meio sem nexo, fria e muito vazia. Mas fazer o que? Nós jovens, super descolados, totalmente livres, sem rótulos e vontade de afirmar algo sério, nos vemos no dever de usar essa palavra. Como é mesmo? Pega, mas não se apega? Que coisa mais ridícula. Papo de quem não consegue achar ninguém, ou que sofreu alguma desilusão amorosa e agora quer culpar o mundo todo.
Eu não estava ali para pegar e nem me apegar a ninguém. Estava ali por mim, precisava sair, encontrar o meu eu que estava perdido há exatamente cinco meses e três dias. Desenterrei aquelas roupas do fundo do armário, ele não gostava que eu me mostrasse daquele jeito. O batom vermelho estava jogado de baixo da minha cama, ele  dizia que chamava muita atenção. Que se dane. Usei tudo hoje. Quando me olhei no espelho, vi uma menina, menina não, mulher, uma mulher que tinha tomado de volta o controle não só do seu guarda-roupa ou da sua aparência, mas da sua vida.
A festa estava animada, cheguei e fui direto para a geladeira. Uma skol beats, por favor! Da azul. Pista cheia, meus amigos me puxam para a roda. São as melhores pessoas mesmo. Mais uma cerveja aqui, outra catuaba ali, abriram a minha garrafa de vodka, todo mundo bebeu, não sobrou nada para mim. Mas tudo bem.
Fecho os olhos, sinto a música, levanto os braços, todo mundo me olhando, que sensação gostosa. O celular estava tocando, mas eu não quero falar com ninguém agora. Sinto a minha nuca ficar molhada, desço ate o chão ao som do último funk do momento. Livre! Liberdade! "Oh quem voltou, para a sacanagem", eu mesma! Tô de volta, como diz Dani Russo, a pista já estava com  muita saudade de mim. Cheguei para ficar.
Uma conversa aqui, pedidos do meu número ali, mas nada me abala. Garotos chatos, com assuntos chatos, tudo muito chato. Bora  voltar para pista? Lá está uma delicia! Mais uma cerveja? Sim, por favor! Meu amigo se pendura no meu pescoço, começamos a pular ao som de Kelly Key. Pois é, somos bregas, porém felizes. "Baba, olha o que perdeu. A criança cresceu..." Okay, parei.
Até que aconteceu. Ele chegou. Congelei, meu estomago congelou, minhas mãos suavam, eu estava tonta, mas não era mais o efeito do álcool, era outra coisa.
Tudo bem, não pira, ele é só um rapaz. Um rapaz bonito, que faz o seu tipo, tem cara de que beija bem e ainda por cima é super cheiroso. Não gente, eu não estava apaixonada. Apenas... interessada vai... Tentei tirar aquilo da cabeça, ou melhor, ele da minha cabeça. Outro cara chegou em mim, assunto chato. Outro rapaz, mais chato ainda. Procuro em meio a multidão o amor da minha vida, quero dizer, o rapaz que eu tinha achado bonito. Ele estava no canto, tomando uma cerveja, meio tímido, sem jeito e completamente lindo.
"Ah, que se dane". A gente só vive uma vez. Chamei a minha amiga de canto e pedi para ela me ajudar. A guria era rápida, eu mal tinha terminado de falar e ela já estava perto do rapaz, tomei um  gole da minha cerveja para disfarçar e comecei a rir que nem uma idiota para o meu amigo, que eu acho que sacou tudo, ou estava tão bêbado que estava rindo de graça para mim. Gente boa.
Alguns minutos depois, minha amiga voltou. Esperei ouvir um não, bem gostoso e cheio de ternura."Ele disse que está te esperando". Para tudo! Meu coração acelerou, capotou e bateu de frente com um muro. Respirei fundo e fui até ele. Geovanna, calma, vai ser só uma ficada, um beijo, um momento, depois você vai voltar para a festa e continuar a sua vida. Ou quer ser trouxa por mais cinco meses?
De perto ele era mais bonito ainda, nos cumprimentamos com um beijo na bochecha, que escorregou para a boca, que escorregou para outra coisa. A partir dali, a gente foi escorregando para outros lugares. Para o cinema, para a lanchonete, churrascaria, para a casa dele, para a minha casa...  E nós seguimos escorregando por ai. Pois é, encontrei o amor da minha vida.

Eterna enquanto durou

Amizade. Algo natural que acontece no decorrer da sua vida. Esse posto pode ser ocupado por uma pessoa ou por várias. Ele muda com frequênci...