Por Geovanna Domingos

domingo, 17 de fevereiro de 2019

Eterna enquanto durou

Amizade. Algo natural que acontece no decorrer da sua vida. Esse posto pode ser ocupado por uma pessoa ou por várias. Ele muda com frequência. Quanto mais a gente cresce, vive, passa por lugares e por pessoas, mais aquela vaga é preenchida, cada vez por mais gente. Porém, ela também fica ali, meio vazia, quase abandonada, tão rápido quanto enche. Claro, a gente pode colocar a culpa na correria do dia a dia. Por que não? Já damos essa desculpa para tanta coisa mesmo, mais uma não vai fazer diferença. Mas a quem queremos enganar? Claro, quando somos crianças algumas coisas contribuem para o fim de uma amizade que durou tantos recreios e hora da história, as vezes é uma simples mudança de onde vamos sentar na sala de aula. Perto da Joana ou da Maria Eduarda? Até coisas mais sérias, como mudar de escola.
Mas quando crescemos,  nossas amizades acabam por outros motivos
... Durante o ensino médio, ter amigos é a melhor coisa que pode acontecer com você, andar seguro com um grupo, ter com quem dividir a cola da prova e passar as tardes assistindo a Malhação na casa da sua melhor amiga. Ter amizade na adolescência significa segurança, você tem com quem desabafar, passar bilhetes escondidos por debaixo da carteira, falar sobre o Dudu, o menino lindo da sala ao lado, conversar sobre inseguranças e medos que seus pais nunca vão entender, só os seus amigos mesmo.
Pronto, amizade linda, pro resto da vida, são seus amigos do peito, irmão camarada. Aquela pessoa que você pode contar mesmo! Aquele papo que depois do ensino médio a galera se separa? Só se for as amizades fracas dos outros, mas as suas são fortíssimas. Aqui é um por todos e todos por um! Dá até gosto de ver. Cada um com o seu jeito. Sim, vocês prometeram manter contato, prometeram se ver todo final de semana. Eu te abandonar por causa da faculdade? Nem pensar! Aqui é terceirão para sempre!
Os dias vão passando, cada um de vocês vai percebendo que não vai ter mais para onde voltar quando as férias acabarem. E agora? Como será a faculdade? Você sente um medo e um frio no estômago que não consegue explicar. Calma! Todos os seus amigos vão fazer faculdade, converse com eles sobre. Iiiiiiiii.... a Julinha não vai fazer faculdade, os pais estão sem grana... Julinha começou a faltar nos encontros da turma, era chato ficar sentada ouvindo todos reclamarem sobre provas e trabalhos de um lugar que ela nem frequentava. Espera! Ainda tem o Lucas, todo preocupado com a saúde, ele com certeza tem alguma dica para te ajudar a relaxar. Eita! O Lucas não vai poder mais vir nos encontros de sexta a noite, estará ocupado no bar, junto com seus novos amigos de veterinária. Tudo bem, liga para a clara, só pra confirmar que ela vai mesmo. Puts, também não vai dar! Clara saiu com o novo namorado. Fica pra próxima. Okay, foi só uma coincidência, com certeza na próxima semana vocês vão se encontrar e compensar todo esse tempo... Mas aí é você quem desmarca. Lembra daquele trabalho que você tinha que fazer sobre literatura? A prova é na segunda. Além disso, tem o estágio que você tem que ir no sábado de manhã. Tudo bem, deixa pra outro dia.
Alguns meses se passam,  você está descansando tomando uma xícara de café, seus pensamentos estão perdidos, vagam para uma época em que tudo costumava ser mais fácil. Você sente um aperto no coração ao lembrar das suas amizades, que para você, não existem mais. A mão passa pelo celular, a vontade de mandar uma mensagem no grupo parado é tentadora. Será que aquele grupo ainda existe? Não só no Whatsapp, mas na  vida real. Seria estranho. Receber uma mensagem de uma desconhecida. Porque é isso o que  vocês são agora. Você vê a vida dos seus (antigos) amigos e não os reconhece. Não só pela aparência, mas pelas atitudes e escolhas, e você começa a se perguntar se também mudou tanto assim. Uma espécie de retrospectiva passa pela sua cabeça. Sim, você também mudou. Um grupo de adolescentes entram na cafeteria, sentam na mesa ao lado da sua. Você segura a sua vontade de se levantar e dizer para eles aproveitarem aquele momento, que transformassem aquelas lembranças em eternas. O seu celular vibra, te trazendo pra realidade da sua corrida vida de adulta. Uma mensagem. Grupo os patetas. "Ei, galera! Quanto tempo! Bora se encontrar?"

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Príncipes encantados não existem

O amor. Uma coisa que eu não acreditava. Algo que as princesas da disney insistiam em colocar na minha cabeça. Eu me achava a esperta entras as minhas amigas. Nunca que um cara iria rodar a cidade atrás de mim para devolver o meu sapato, nem atravessar uma floresta cheia de espinhos, para me despertar com um beijo. Subir em uma torre pelos meus cabelos e me resgatar da bruxa má? Pode esquecer! Eu que me vire!
Era isso o que eu pensava, amor só é amor quando vem acompanhado por um ato heroico, feito por um cara bonitão, montado em um cavalo, branco de preferência, que eu me transformasse na pessoa mais importante da vida dele, aquela que sempre precisava ser salva... Clichês e mais clichês.
Com essa ideia, fica difícil mesmo acreditar que algum dia alguém vá aparecer para a gente. Eu até achei que tinha encontrado o meu amor por aí, mas é claro, eu estava enganada. Enganada não. Enganadéééésima!!! Com muita enfase mesmo. Mas quem nunca se enganou nessa vida não é mesmo? Depois de tantos enganos, encontros e desencontros, de vai ou não vai, tomei a sábia decisão de não criar expectativas. No auge dos meus 18 anos, decidi que eu sabia tudo sobre a vida, que era uma mulher madura e que não precisava do amor dos príncipes para ser feliz. Pode acreditar, isso funcionou por alguns meses, e não foi pouco não, viu? Dancei, bebi, sai com as minhas amigas, beijei alguém, dei meu primeiríssimo PT (não que eu me orgulhe disso, a ressaca do dia seguinte já foi um  baita de um castigo), comecei a faculdade, conheci alguém, não era um príncipe, arrumei um emprego, conheci outra pessoa, passou perto, mas no final apenas comprovou a minha teoria. Vida bem agitada, gosto assim. Reparei que não tinha me apaixonado por ninguém. Em nenhum dos meus términos eu chorei, fiquei triste ou arrependida. Missão completada com sucesso! Parabéns para mim!! #sqn.
Era quase o finalzinho do ano, mais uma festa, mais uma chance de vestir um look bafo e ir arrasar na pista. Eita! Autoestima estava nas nuvens. Olhava no espelho e pensava "Gata". Não se engana não, demorei muito para chegar nesse nível de amor próprio, viu? Mas que ele faz um bem danado pra gente, isso ele faz.
Tá bom, voltando para o que eu estava contando. A festa estava boa, gente boa, comida boa, música boa... Uma delícia! Naquele momento, príncipes encantados, amor verdadeiro e meus erros do passado tinham fugido completamente da minha mente. Só existia a música e eu, e as luzes, e o calor, e aqueles olhos castanhos que estavam me observando. Para tudo! Quem era aquele ser maravilhoso, Brasil?
Minhas mãos começaram a tremer, meu estomago revirava, o suor escorria pela minhas costas, parecia que eu estava pisando em nuvens. O QUE ERA AQUILO QUE EU ESTAVA SENTINDO??? ALGUÉM ME AJUDA.
Tudo aconteceu tão rápido depois. A gente se apresentou. Já rolou beijo ali mesmo! E que beijo bom! Encaixou direitinho. Lentinho. Quente. Fez o meu coração dar uma cambalhota e depois voar até lua, para pousar com tudo de volta no lugar. Eu não sabia o que estava sentindo, eu só sabia que era muito bom, e que eu não queria nunca mais parar de beijar aquela boquinha. E foi nesse dia que eu descobri que desejos se realizam.
Depois eu descobri que aquele lindo par de olhos castanhos, era o amor da minha vida. Sim Brasil! Meu príncipe existe! Passei a ver o amor com outros olhos. Não achava mais brega andar de mãos dadas, nem de dar beijinhos, tá bom, beijões, no escurinho do cinema <3 Depois de muita reflexão (sim, eu separo um tempo no meu banho para fazer isso) percebi que eu sempre estive errada. O amor não é um  ato heroico. Não precisa ser épico. Meu namorado nunca rodou a cidade com o meu sapato nas mãos, também não enfrentou uma floresta de espinhos para me ver, mas mesmo assim ele é o meu príncipe.
Para mim, é heroico como ele me busca na faculdade quando estou doente, quando faz cafuné quando estou dormindo, quando sempre que passa por mim, para para me dar um beijinho no topo da cabeça, mesmo quando ele está indo apenas ao banheiro. Quando compra algum doce e passa o dia ansioso para me ver, quando ele me manda mensagem todos os dias, apenas para ver como eu estou. Acho que encontrei o meu feliz para sempre.

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Metamorfose

Eu sou sentimento, amor, confusão, paz, serenidade e ansiedade. Tudo misturado. Tenho os meus momentos de mocinha e as vezes faço o papel ...